textoscrueisdemais:

ai, não me olha agora não.
deixa eu tirar uma fotografia da sua pele escorrendo como um vulcão.
me permita fotografar o momento exato em que você irá embora de mim e de nós como uma fogueira de são joão que se apaga quando acaba a festa.
tá doendo, mas eu queria preceder o tempo e te marcar na história. na minha história.
eu quero continuar a amar você e aquilo que você representou pra mim. eu não quero te odiar. eu não quero dissecar a minha raiva nas suas costas, muito menos te excluir do meu perdão - embora você não se importe se o tem ou não.
deixa eu clicar você beijando outro na minha frente. me deixa registrar o microssegundo que você deixou de me amar e de colocar os olhos sobre os meus e de me querer.
me permita registrar na memória você indo embora de mim como quem faz uma prece a algum deus que ficou apenas nas elucidações sobre religião.
minha religião era você e hoje eu te dou tchau, dispenso, deixo fluir.
não olha agora. eu tô me desmanchando e desmanchando tudo que fomos.
pode ir.

textoscrueisdemais:

eu tinha dito que não escreveria mais nada esse ano porque 2016 foi difícil e eu não tinha mais nada a dizer sobre você
porque superar você foi difícil e eu não tinha mais nada a dizer sobre 2016
porque tudo tinha sido tão difícil e eu não tinha mais nada a dizer, eu não tinha.

além daquilo que eu sempre digo, que gosto de você e etc.
às vezes soa ridículo como eu me sinto bem na sua presença e como fico questionando minha sanidade antes de dormir. eu fecho os olhos e penso se você não é minha versão de donnie darko que caiu sem razão alguma na minha vida para que eu corrija as coisas, para que a fenda no espaço-tempo seja solucionada e as coisas possam enfim voltar ao normal
mas você sabe qual é o fim de donnie,
ele está morto.
mas, por vezes, eu também estou.

lembra quando eu escrevi sobre o 685 que atropelou uma borboleta? um cara me disse que eu forçava delicadeza ao concreto e você riu. riu porque eu não gostava desses caras que tentam poetizar tudo, riu porque sabia que eu gostava de você, do seu senso de humor ácido e do seu sarcasmo. da nossa falta de equilíbrio e desilusão, da forma que a gente se dava paz por aceitar, sem brigas, as guerras internas um do outro.
eu te mostrei que cabia ao ser humano a habilidade de ouvir
e você atravessou a ponte por mim.

eram teses e não teorias, você disse. eu quis ser mais interessante por você. cê disse que nada do que eu fizesse te faria me deixar.
eu entendi que amor romântico não era tudo.
meu amor, 2016 doeu tanto.
dentre todas as perdas que tivemos, ainda restamos um para o outro.
você não tem medo?
queria te dizer que tenho medo de qualquer coisa muito boa porque não sei se consigo ser boa de volta, mas te levo nos braços
nos olhos
no peito.

eu salvo suas fotos e seus jeitos e seus toques na minha alma porque não concebo a ideia de te esquecer por mais que aceite a não obrigatoriedade de nada em nossas vidas, nem de ninguém. quando libertei teu amor e você, fincamos nossos elos.

eu tinha dito que não tinha mais nada a dizer, mas eu ainda te amo.
e minhas palavras são os braços que te abraçam, já que eu não posso.

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" Sentia falta disso também, e sequer tinha acontecido. Sentia falta de seu futuro imaginado. "
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" É que, às vezes, para ganhar poemas a gente precisa perder amores. "
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personalchaos:

Amanhã é 23
São 8 dias para o fim do mês
Faz tanto tempo
Que eu não te vejo
Queria o seu beijo
Outra vez

(via w-o-l-f-s-b-a-n--e)

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